"Copacabana" com essa gravação constituiu-se num
enorme sucesso de público tendo permanecido nas paradas de
sucesso das rádios, muito em moda na época, sempre disputando
os primeiros lugares, desde setembro de 1946 até final de
1947.
"Copacabana" teve mais
de oitenta regravações entre as quais as de Jorge Veiga, Albertinho
Fortuna, Severino Araújo e orquestra, Fafá Lemos e orquestra, Lucio Alves, Tito
Madi, Maysa, Altemr Dutra, Nana Caymmi, Bing Crosby, Buddy Castel, Roberto
Inglêz e sua orquestra e muitos outros no Brasil e no
exterior.
João de Barro, o
Braguinha, nasceu no Rio de Janeiro em 23/03/1907, filho do diretor da fábrica
de tecidos Confiança; teve uma infância feliz típica de classe média;
ainda aluno do Colégio Batista, apaixonu-se por música e formou um conjunto
musical com Henrique Brito, Álvaro de Miranda Ribeiro e Almirante ( Henrique
Foréis) que viria a ser seu cunhado, casando-se com sua irmã Ilka; esse conjunto
chamou-se Flor do Tempo; algum tempo depois com a inclusão do jovem Noel Rosa no
conjunto, este teve seu nome mudado para "Bando de Tangarás"; nessa ocasião,
Braguinha que cursava arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, adotou o
pseudônimo de João de Barro, justamente um pássaro arquiteto, porque seu pai não
gostou de ver o nome da família envolvido na música popular, mal vista na
época.
Braguinha foi um dos
compositores mais profícuos da MPB com mais de 400 títulos entre
composições integrais (letra e música), com diversos parceiros, versões e
músicas infantis; sua primeira composição foi aos 16 anos "Vestidinho
encarnado", letra e música; entre as mais famosas estão "Carinhoso" com
Pixinguinha, "Pastorinhas" com Noel Rosa, "Deixa a lua sossegada" com Alberto
Ribeiro, "Cantoras do Rádio" com Lamartine Babo, "Touradas em Madrid" com
Alberto Ribeiro, "Chiquita Bacana", "Luzes da Ribalta" letra da música de
Charles Chaplin. Foi também ativo participante do cinema brasileiro como
roteirista, autor de músicas e dublador dos desenhos infantis de Walt
Disney.